Split payment: o impacto da Reforma Tributária pode chegar diretamente ao caixa das empresas

Quando falamos em Reforma Tributária, é comum pensar que o assunto está restrito ao fiscal, ao contador ou ao jurídico. Mas o Split Payment pode fazer com que os efeitos sejam sentidos diretamente no caixa das empresas.

A lógica é simples: com o novo modelo, parte do valor da venda poderá ser segregada e direcionada automaticamente ao recolhimento do IBS e da CBS no momento da liquidação financeira.

Isso traz uma mudança importante para a gestão: faturamento não será necessariamente sinônimo de dinheiro disponível no caixa.

E esse detalhe importa muito.

Folha de pagamento, fornecedores, aluguel, estoque, empréstimos e demais despesas continuam precisando ser pagos. Em empresas com margens apertadas, vendas parceladas ou ciclos longos de recebimento, qualquer alteração no fluxo financeiro pode aumentar a necessidade de capital de giro.

Por isso, o Split Payment não deve ser analisado apenas como uma mudança tributária. Ele envolve fluxo de caixa, formação de preços, margem, capital de giro, tecnologia e integração entre o fiscal e o financeiro.

A preparação precisa começar antes de a mudança aparecer no extrato bancário.

A pergunta para o empresário deixa de ser apenas:

“Quanto vou pagar de imposto?”

E passa a ser também:

“Quanto do dinheiro das minhas vendas estará efetivamente disponível para movimentar a empresa?”

A Reforma Tributária é, cada vez mais, um assunto de gestão empresarial — e não apenas de contabilidade.

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